Experiência do participante em eventos: reduza atritos

Experiência do participante em eventos: reduza atritos

A experiência do participante em eventos não começa quando as luzes do palco se acendem. Ela começa muito antes, no momento em que alguém decide participar, tenta comprar um ingresso, realiza uma inscrição ou busca as primeiras informações sobre o evento. Mesmo assim, muitas empresas ainda concentram boa parte dos esforços naquilo que será mais visível: palco, cenografia, atrações, iluminação e ativações. Naturalmente, esses elementos são importantes, no entanto, existe outro lado da experiência que muitas vezes recebe menos atenção: os atritos.

A compra que não funciona no celular. A confirmação que não chega. A fila do credenciamento. A informação desencontrada. O intervalo perdido esperando para comprar comida. A saída desorganizada. Separadamente, esses problemas podem parecer pequenos. Porém, quando se acumulam, podem definir a percepção do participante sobre todo o evento. E existe um desafio adicional: enquanto a organização costuma avaliar o evento pelos grandes momentos, o público também se lembra dos momentos de frustração.

Experiência do participante em eventos começa antes do palco

Na matéria principal da edição de agosto do MeNews, Renato Chamasquini, especialista em tecnologia para eventos, chama atenção justamente para essa diferença de percepção.

Depois de mais de 19 anos trabalhando com eventos, mais de 1.600 operações e cerca de 2 milhões de ingressos vendidos, Renato resume um dos maiores desafios das experiências presenciais:

“Quem organiza avalia o evento pelo momento mais alto. Quem participa avalia pelo pior momento.”

— Renato Chamasquini, Especialista em Tecnologia para Evento

Essa reflexão ajuda a entender por que um evento tecnicamente excelente ainda pode gerar avaliações negativas. A atração pode surpreender, a estrutura pode impressionar, a programação pode cumprir exatamente o que prometeu. Porém, se o participante passou muito tempo esperando para entrar, teve dificuldades durante a compra ou não encontrou uma informação importante, essa frustração também passa a fazer parte da memória do evento.

Por isso, melhorar a experiência do participante em eventos não significa apenas acrescentar novidades. Muitas vezes, significa remover obstáculos.

Pequenos atritos podem comprometer grandes experiências

Imagine uma pessoa que decidiu comprar um ingresso para um evento, o primeiro problema acontece ainda no celular: a página demora para carregar ou o pagamento falha. Depois, a confirmação não chega imediatamente. No dia do evento, ela encontra uma fila longa para entrar. Durante o intervalo, espera novamente para conseguir alimentação. No final, enfrenta uma saída confusa.

Ao mesmo tempo, dentro do evento, encontrou um palco incrível, bons conteúdos e uma produção visual impecável. Qual dessas experiências terá mais peso na avaliação final? É justamente essa pergunta que os organizadores precisam começar a fazer.

Como Renato destaca na matéria, grande parte do orçamento costuma ser direcionada para atrações, cenografia e ativações. Entretanto, aquilo que o público vivencia minuto a minuto nem sempre recebe a mesma atenção. O desafio, portanto, não é escolher entre um grande palco e uma boa operação. É entender que uma coisa não compensa a outra.

Credenciamento e experiência do participante em eventos

Entre todos os pontos de contato da jornada, o credenciamento merece atenção especial, na maioria dos eventos, ele representa o primeiro contato presencial entre o participante e a operação. Antes de assistir a uma palestra, visitar um estande ou participar de uma ativação, a pessoa precisa conseguir entrar.

Quando esse processo acontece com rapidez e clareza, provavelmente ninguém comenta mas quando dá errado, todo mundo percebe. Uma fila longa logo na chegada provoca ansiedade, atrasa a programação e cria uma primeira impressão negativa.

Como Renato reforça:

“Um credenciamento mal desenhado não é assunto da operação: é a primeira impressão do evento inteiro.”

Essa mudança de perspectiva é importante, credenciamento não deve ser tratado apenas como controle de acesso, ele faz parte da experiência do participante em eventos. Por isso, organização, processos e tecnologia precisam trabalhar juntos desde o primeiro contato presencial.

Reduzir filas também é criar uma boa experiência

Quando se fala em experiência, é comum pensar imediatamente em acrescentar algo novo, como por exemplo: uma ativação diferente, um brinde, uma atração surpresa, ma cenografia mais sofisticada. Entretanto, uma das formas mais eficientes de melhorar um evento pode ser simplesmente diminuir o tempo que o público passa esperando.

Filas aparecem em diferentes etapas: entrada, credenciamento, alimentação, acesso a determinadas áreas e até na saída. Algumas esperas são inevitáveis, porém, quando ninguém mede ou planeja esses momentos, pequenos atrasos podem se transformar rapidamente em grandes pontos de insatisfação. E além disso, existe uma diferença importante entre aquilo que aparece em um relatório e aquilo que o participante realmente vivencia.

Uma média de tempo pode parecer aceitável, no entanto, quem ficou 30 ou 40 minutos parado em um momento de pico não vivenciou a média, vivenciou a fila. E é por isso que o planejamento precisa considerar os horários de maior movimento e os gargalos possíveis em cada etapa.

A experiência também depende daquilo que ninguém percebe

Existe um paradoxo interessante na tecnologia aplicada aos eventos: quando tudo funciona bem, o público praticamente não percebe. Ninguém costuma sair de um evento dizendo que ficou impressionado porque seus dados estavam organizados corretamente ou porque a equipe encontrou rapidamente uma informação. Mas por outro lado, basta algum desses processos falhar para o problema se tornar evidente. É justamente por isso que uma boa experiência do participante em eventos depende tanto dos bastidores.

Informações corretas, tarefas acompanhadas, equipes alinhadas, acessos organizados e processos bem definidos ajudam o evento a parecer simples para quem está participando. E fazer algo complexo parecer simples exige muita organização.

Como reduzir atritos durante toda a jornada

A boa experiência não depende necessariamente de aumentar o orçamento, em muitos casos, ela depende de decisões melhores. Antes do evento, a equipe pode testar o processo de inscrição, revisar as comunicações e simular a jornada do participante, por exemplo.

Além disso, deve identificar possíveis gargalos no credenciamento, nos acessos e nos momentos de maior fluxo. E claro, durante o evento, o acompanhamento precisa continuar.

  • Onde estão surgindo filas?
  • Há tarefas atrasadas?
  • A equipe tem acesso às informações de que precisa?
  • Existe algum ponto da operação acumulando pessoas?

Depois do evento, os dados e aprendizados também precisam ser registrados. Dessa forma, cada projeto ajuda a melhorar o próximo. Sem esse histórico, a empresa corre o risco de repetir os mesmos problemas evento após evento.

Como a MeEventos melhora a experiência do participante em eventos

Quanto maior a operação, mais difícil se torna controlar toda a jornada utilizando planilhas isoladas, mensagens, documentos e informações espalhadas entre diferentes ferramentas. É nesse ponto que a tecnologia deixa de ser apenas uma facilidade administrativa e passa a apoiar diretamente a experiência. A MeEventos reúne diferentes etapas da gestão dos eventos em um único sistema.

A empresa consegue organizar planejamento, tarefas, informações comerciais, financeiro, fornecedores e execução em uma mesma plataforma. Com isso, gestores ganham uma visão mais ampla da operação, enquanto as equipes trabalham com informações centralizadas. Na prática, menos ruído nos bastidores significa menos chances de esses problemas chegarem até o participante.

Além disso, soluções como o MeCheck-in ajudam diretamente em um dos momentos mais sensíveis da jornada: a chegada. Com processos de credenciamento mais organizados e recursos para controle de acesso, a equipe consegue tornar essa etapa mais fluida e eficiente. Portanto, tecnologia não substitui uma boa operação, ela dá estrutura para que a equipe execute melhor.

Organização nos bastidores aparece na experiência

Um evento pode envolver dezenas de fornecedores, centenas de tarefas, diferentes áreas e milhares de participantes. Tentar coordenar tudo isso sem processos claros aumenta o risco de falhas. Uma alteração pode não chegar à equipe correta, uma tarefa importante pode ser esquecida, uma informação pode ficar perdida em uma conversa.

Quando esses problemas acontecem nos bastidores, muitas vezes o público sente as consequências na ponta. Por outro lado, quando a empresa centraliza informações, acompanha responsabilidades e trabalha com dados, consegue agir antes que pequenos problemas se transformem em grandes atritos. Essa é uma das principais diferenças entre apenas executar um evento e gerenciar uma experiência.

Experiência do participante em eventos também acontece na saída

Existe ainda um momento frequentemente esquecido: o final. A programação termina, as luzes começam a se apagar e a equipe naturalmente direciona a atenção para desmontagem e encerramento. Porém, para o participante, o evento ainda não acabou. Ele precisa deixar o espaço, encontrar transporte, retirar algum pertence ou simplesmente chegar até a saída.

Renato chama atenção para esse ponto na matéria ao destacar que poucas operações realmente desenham a última meia hora da experiência. E isso importa porque a saída pode ser a última memória presencial que o público leva para casa. Por isso, planejar a jornada significa pensar desde o primeiro clique até o último passo para fora do evento.

A melhor experiência pode ser aquela em que nada atrapalha

Existe uma busca constante por eventos memoráveis, no entanto, ser memorável não significa necessariamente criar algo grandioso em todos os momentos. Às vezes, significa fazer com que tudo simplesmente funcione. O participante conseguiu se inscrever, ele recebeu as informações corretas, entrou sem enfrentar uma espera excessiva e encontrou o que precisava. A programação aconteceu conforme esperado e no final, conseguiu sair sem transformar os últimos minutos em um novo problema.

Pode parecer simples, mas na prática, entregar essa fluidez exige planejamento, processos, tecnologia e uma equipe preparada e por isso, a experiência não pode ser responsabilidade apenas de quem pensa o palco, o conteúdo ou as ativações, ela precisa fazer parte da gestão do evento inteiro.

Ninguém lembra apenas do palco

Grandes atrações continuarão atraindo público, cenografias continuarão impressionando, experiências criativas continuarão fortalecendo marcas. Entretanto, o mercado também precisa olhar com atenção para aquilo que normalmente não aparece nas fotos de divulgação.

As filas, as esperas, os processos, os acessos, os pequenos problemas que surgem entre um grande momento e outro, porque são justamente esses pontos que podem transformar uma excelente programação em uma experiência frustrante. No final, talvez a pergunta mais importante para quem organiza um evento não seja apenas: “Qual será o grande momento da nossa programação?” Mas também: “Onde o participante pode encontrar dificuldades durante essa jornada?” Encontrar essas respostas antes do público é uma das diferenças entre simplesmente produzir um evento e realmente desenhar uma experiência.

Leia a matéria completa no MeNews

Na edição de agosto do MeNews, Renato Chamasquini aprofunda essa discussão e mostra por que pagamentos, filas, credenciamento, alimentação e até a saída precisam ser encarados como partes estratégicas da jornada do público. Baixe gratuitamente a edição de agosto do MeNews e leia a matéria completa.

Transforme a experiência do participante dos seus eventos

Quanto mais organizada estiver sua operação, mais fácil será entregar uma experiência fluida para clientes, convidados e participantes. Com a MeEventos, você centraliza a gestão dos seus projetos, acompanha tarefas, processos, financeiro, planejamento e diferentes etapas da execução em uma única plataforma. Menos informações espalhadas, menos improviso e mais controle sobre aquilo que acontece antes, durante e depois do evento. Faça a experiência começar pela gestão: Teste gratuitamente a MeEventos e descubra como organizar toda a operação dos seus eventos em um só lugar.

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Analista de Marketing | Projetos | Planejamento | Eventos

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